Sandra Pinto
Sandra Pinto, Coordenadora Regional Poliempreende no Instituto Politécnico de Setúbal

Um percurso de sucesso no ensino superior implica uma dedicação pessoal durante alguns anos. A par do estudo podem também ser desenvolvidas várias atividades práticas, que no ensino politécnico são especialmente potenciadas, com o objetivo de desenvolver competências transversais nos estudantes.

Toda a dinâmica que envolve a preparação de equipas para o Poliempreende permite o envolvimento de docentes, estudantes e diplomados, em ações que promovem o desenvolvimento dessas competências transversais, como é o caso das oficinas E e E2, bem como os apoios em tutoria e as várias sessões de apresentações.

As oficinas E e E2 (cujos nomes podem variar de instituição para instituição), são workshops desenhados para preparar futuros empreendedores e com temas tão diversos que podem ir da criatividade e inovação, passando pelo plano de negócios, liderança, marketing ou estratégia empresarial.

No caso do Instituto Politécnico de Setúbal, existem vários casos de estudantes de diferentes anos curriculares das licenciaturas e dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), que iniciaram este percurso de aprendizagem em competências empreendedoras. Alguns deles passaram por mais do que uma edição do Poliempreende, sendo visível a melhoria das capacidades de apresentação em contexto profissional, de liderança de equipas, de perceção das necessidades de mercado ou a capacidade de discussão e argumentação de uma ideia de negócio com os júris de avaliação.

Estas atividades, desenvolvidas enquanto estudantes, permitem por isso que os mesmos estejam mais preparados para enfrentar o mercado de trabalho, com um maior conhecimento dos desafios que se colocam às empresas e demais organizações no mundo real. A aplicação das competências técnicas desenvolvidas nas diversas unidades curriculares dos seus cursos, permite-lhes, de forma prática, compreender a sua importância e utilização, num contexto de criação de novas ideias de negócio.

O projeto Polientrepreneurship Innovation Network (PIN) veio potenciar ainda mais as atividades que os estudantes podem desenvolver. Exemplo disso, são os workshops de formação que permitiram que as equipas vencedoras dos concursos regionais ficassem mais aptas a constituir uma empresa, após a indicação dos vários passos necessários. Para além disso, a formação de âmbito financeiro potencia uma melhor segurança na hora de fazer estimativas e projeções de resultados.

A passagem de testemunho entre estudantes e dentro do campus é uma mais-valia para os que tiveram a experiência, pois são confrontados com a importância do seu testemunho, bem como para os que ainda não a tiveram, uma vez que a informação, quando passada entre pares, tem muito mais força do que aquela que é obtida por fontes secundárias.

Nem todos os que passam pelo Poliempreende serão no futuro empreendedores, mas todos eles serão certamente pessoas mais informadas e mais atentas às dificuldades reais com que se defrontam as organizações, num mercado e contextos globais.

Anúncios