Leia aqui mais um artigo sobre a promoção do empreendedorismo nas instituições de ensino superior politécnicas publicado no jornal Vida Económica, assinado por José Júlio Gonçalves, Gestor de Projetos/Técnico de Empreendedorismo no CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve.

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José Júlio Gonçalves, Gestor de Projetos/Técnico de Empreendedorismo no CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve

Na era que vivemos, o empreendedorismo assume papel vital na nossa sociedade. Hoje em dia a criação de valor passa muito pelo surgimento de novas empresas baseadas no conhecimento, e na criação do próprio emprego.

Sabemos que as fontes vitais de conhecimento são as Universidades, sobretudo o conhecimento e inovação tecnológica em fase nascente nos Politécnicos. Daí, ser absolutamente indispensável ao país, induzir estímulos e incentivos aos estudantes, investigadores e professores de tais instituições.

A cartilha do empreendedorismo deve ser amplamente divulgada, com o intuito de fomentar a criação de uma nova cultura empreendedora, capaz de criar emprego através do nascimento de novas empresas.

Aí, no papel de impulsionador desta ideologia, surge o Projeto PIN – Polientrepreneurship Innovation Network, que visa principalmente o incentivo à criação de novas empresas, através do concurso de Planos de Negócio – Poliempreende.

Este concurso realiza-se a nível regional e a nível nacional, sendo promovido pelos Institutos Politécnicos do país, tendo como objetivo formar estudantes, investigadores e docentes no âmbito do empreendedorismo, apoiando-os na criação de um Plano de Negócios, colocando-os depois à prova numa competição, premiando os Planos de Negócio vencedores com apoios monetários para o investimento, juntamente com serviços para a criação das empresas.

Iniciativas como esta, são absolutamente essenciais para adicionar saídas profissionais como a criação do próprio emprego, e em simultâneo propulsionar a inovação e a criação de valor a partir da base, os Politécnicos.

Por outro lado, e no que diz respeito à criação do próprio emprego, a sociedade em geral terá também de fazer um esforço no sentido de apoiar as pessoas, mas especialmente os jovens no caminho do empreendedorismo.

Instituições públicas e privadas devem adotar estratégias inclusivas no apoio à criação de novas empresas, seguindo o exemplo dado pelo IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional, que tem na sua oferta de apoios o programa Investe Jovem, e o PAECPE – Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, sendo que ambos os programas se perfilam como incentivos ao investimento jovem e à criação do próprio emprego.

Instituições como a ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários, que atualmente conta com uma série de serviços de apoio à gestão que funcionam como indutores de criação de empresas, apoiando também no desenvolvimento e inovação em empresas já existentes, valorizando o conhecimento dos seus constituintes, sobretudo através da formação.

Em suma, muito tem sido feito, quer por agentes públicos quer privados, no apoio ao investimento por parte dos jovens, e da criação do próprio emprego. A criação do próprio emprego é um dos maiores paradigmas sociais que se nos apresentam atualmente, e nós enquanto sociedade devemos encontrar cada vez mais e melhores incentivos, para que se possam encontrar soluções, com o fim de criar valor, através do nascimento de novas empresas baseadas no conhecimento, diminuindo assim também o desemprego jovem.

 

 

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